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Passageira do ônibus de Criciúma abordado por bandidos relata momentos de terror
Polícia - 25/04/2019 - 21h53min

Criciúma – O que deveria ter sido uma viagem corriqueira de sacoleiros catarinenses para a região do Brás, em São Paulo, se transformou em aflição e desespero com a possibilidade de morte. Agressões físicas, tiros e ameaças aterraram passageiros e motorista.

Um ônibus da Lídia Turismo, de Criciúma, saiu na quarta-feira (24) com destino a São Paulo, mas, por volta das 18h30, quando passava por Araquari, no norte do Estado, mais precisamente pelo km 58, da BR 101, bandidos que estavam num carro abordaram o ônibus, já atirando.

A vendedora autônoma Abigail Cardeal, foi uma das pessoas que embarcou no ônibus na agência, em São José. Ela contou detalhes à Rádio Criciúma dos momentos que se seguiram.

“Eles chegaram pela lateral, e depois saíram atirando. Acredito que deram uns cinco tiros até entrar. Dois foram no parabrisa. Assim que o motorista parou, eles pularam rapidamente para dentro do ônibus. Um dos bandidos ficou ao lado do motorista, provavelmente o mandando seguir com o veículo.”
Já eram três assaltantes “e, acredito que um ficou no carro, seguindo o ônibus”, disse. “Eles estavam muito nervosos, alterados. Deram socos, tapas, puxões de cabelo e chutes nas pessoas, enquanto falavam em levar o malote”. Adigail imagina que “malote”, palavra que usaram várias vezes, seria referência apenas a dinheiro, pois não tinha informação sobre malote algum.

Rádio Criciúma: Você consegue descrever os bandidos?
- Eles estavam com colete à prova de bala, com varias pistolas e munições na cintura.
E todos estavam encapuzados.

Rádio Criciúma: Levaram algo, além de dinheiro, como joias, relógios ou cartões?
- Não. Eles só queriam dinheiro. Não levaram mais nada, a não ser as bolsas de duas moças. “Uma continha chaves do carro e documentos.”

Rádio Criciúma: Você também foi agredida?
- Sim, levei um soco, de lado, mas nada sério. Mas, teve um homem lá atrás cuja esposa entregou dinheiro para os assaltantes, e como ele não tinha dinheiro para entregar acabou levando uns três chutes.”

Rádio Criciúma: Quantas pessoas havia no ônibus?
- 20, no máximo, além do passageiro e da guia.

Medo de morrer.
Perguntada se em algum momento pensou que iriam atirar em alguém, a sacoleira disse “Sim. Eles estavam muito nervosos, falaram que queriam matar alguém. Estavam indignados, falando que nós estávamos escondendo dinheiro, que era para entregar logo. E deram tiros no teto do ônibus. Não sabíamos se iríamos descer ou se nos levariam para algum lugar.

Rádio Criciúma: Você demorou muito para se acalmar?
Então, como a senhora que estava na minha frente apanhou muito eu me controlei demais para ajudar quem estava mais desesperado. Mas, foi bem difícil. Você fica sem reação. Os tiros ficam na cabeça.

Rádio Criciúma: Assim que os assaltantes foram embora, você ligou para a sua família imediatamente?
- Sim, liguei. Tenho filhos pequenos e só pensei neles. E eu ia encontrar minha mãe em São Paulo para me acompanhar nas compras.

Leia também: Passageiros de ônibus de turismo de Criciúma são assaltados no norte do Estado.

Rádio Criciúma. Fotos: Abigail Cardeal.





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