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Alexandre Cabreira

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| 25/09/2008 |
| Pelo voto facultativo |
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Pindorama é o país com a tecnologia eleitoral mais avançada e consolidada.
O voto é, pois, um direito do cidadão, é a hora sublime do exercício da democracia, visto que é o momento em que o poder é exercido diretamente pelo povo.
O voto facultativo é, sem dúvida, mais democrático. O exercício da cidadania tem levado à maturidade política.
O voto facultativo é, sem dúvida, mais democrático.A essência do voto facultativo é a sua qualidade que o valoriza e pressupõe ampla liberdade do cidadão de votar ou não, manifestando sua consciência política.
Nas principais democracias representativas o voto é, sempre, facultativo. Constata-se, de fato, uma correlação entre o voto obrigatório e o autoritarismo político.
Os que defendem a manutenção da obrigatoriedade do voto alegam que o povo brasileiro não tem ainda a chamada “ consciência política”, e que seria perigoso, desprovido dela, permitir que praticasse o seu livre arbítrio eleitoral.
Pura balela, de quem vive ainda no século passado.
Corrobora, ainda, a tese do voto facultativo o fato de que o exercício da cidadania é um direito fundamental do cidadão na democracia representativa.
O que acontece é que muitos políticos - de todos os níveis, e a grande maioria daqueles que vivem à custa de votos, têm verdadeiro pavor de uma eleição desobrigada, pois reconhecem o desprestígio e a má reputação da classe política, em sua ampla maioria.
Razões para isso não faltam e são constantemente divulgadas pela imprensa: questões como a infidelidade partidária, a corrupção política e partidária que conduz ao enriquecimento ilícito; o fisiologismo político e a demagogia, são fatores que solapam, de forma irreversível, a confiança do povo nos seus representantes e, por extensão, nos partidos sob cujas legendas se abrigam.
Tenho convicção de que o voto deve ser encarado como um direito e não como uma obrigação, um dever, passível de punição.
Os países nos quais existe o voto obrigatório são aqueles onde mais vezes as constituições foram rasgadas e mais vezes entramos na escuridão do arbítrio.
Ao tornar-se obrigatório, deixa de ser um direito e passa a ser uma imposição. Deixa de ser a livre manifestação para transformar-se em manifestação forçada, que caracteriza a ausência de liberdade.
Imposição esta muito mais grave num país como o Brasil, devido a grande quantidade de pobres, semi-analfabetos, analfabetos funcionais, remediados e analfabetos. Assim, fica claro porque os políticos feudais apóiam o voto obrigatório.
Contato com o colunista: websemantica@hotmail.com www.alexandrecabreira.com.br
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