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Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas tem mais de 30 mil casos solucionados
Polícia - 27/09/2021 - 09h05min

Na última sexta-feira (24), a Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas (DPPD) da Polícia Civil de Santa Catarina completou oito anos de criação. Durante este período, a DPPD registrou mais de 30 mil boletins de ocorrência de reaparecimento de pessoas.

Desde a criação da DPPD, o trabalho realizado pela delegacia especializada traz benefícios para a sociedade catarinense. Diferentemente do que acontecia antes da criação da Delegacia, quando os registros de desaparecimentos de pessoas eram apenas incluídos no sistema, desde sua inauguração, uma via do BO é encaminhada para a DPPD.

Além disso, assim que a DPPD toma conhecimento de um fato que envolva criança, idoso ou pessoas com necessidades especiais, de imediato, procura fazer contato com familiares para obter mais informações sobre as causas do desaparecimento e as características dos desaparecidos.

Em virtude do trabalho realizado pela Polícia Civil, através da DPPD, o Delegado da Delegacia, Wanderley Redondo, foi indicado, no início deste mês, como autoridade central estadual da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, convidado para debater o tema em Brasília e a fazer parte de um grupo temático.

Segundo o delegado Wanderley Redondo, a melhor forma de a população ajudar no trabalho da DPPD é informar quando um desaparecido é encontrado. “O que necessitamos é que a população retorne a delegacia para dar baixa, quando seu ente foi localizado”, destaca.

Atualmente, Santa Catarina conta com o registro de 1.383 BOs de desaparecimentos, sendo 18 crianças, 120 adolescentes e 1244 adultos. Quase a totalidade dos casos é resolvida via telefone, as investigações são realizadas em redes sociais, sites federais e estaduais. O acesso aos sistemas integrados com o Paraná e o Rio Grande do Sul também de grande valia para o sucesso do trabalho.

“Um trabalho inédito a nível nacional, onde a DPPD atua junto ao Grupo Força Tarefa DOA (defesa, orientação e apoio as pessoas em situação de rua), envolvendo os parceiros Ministério Publico, Polícia Militar, Guarda Municipal e Assistência Social de Fpolis, CDL, Consegs, Instituto de Identificação, Instituto Médico Legal e Instituto de Analises Forenses e outros órgãos da Polícia Civil, consiste na abordagem e identificação das pessoas em situação de rua e feitura de documentos de identidade”, relata o delegado Wanderley.

Destaca-se ainda o trabalho da DPPD na coleta de material biológico de familiares de desaparecidos para serem inseridos pelo Instituto de Análises Forenses (IAF) no banco de perfis genéticos estadual e nacional.

Polícia Civil. Edição: Rádio Criciúma 





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